No dia 03 de outubro fui convidado para participar de uma oficina de teatro em Rio Verde , e como minha vida se baseia no teatro, aceitei o convite. A oficina foi bem legal, aprendemos coisas novas, conhecemos gente “nova”, e, enfim foi bacana. Mas o que valeu mais a pena foi o convite que me fizeram no dia seguinte.
No dia quatro de outubro todos os membros da oficina foram convidados a visitar o asilo. Eu recusei no início (porque, sair de Caçu para ir a Rio Verde visitar um asilo?).
Mas acabei indo. E não me arrependo, pois o que pensei que seria torturante, mas, foi simplesmente uma terapia, ou uma aula para me tornar mais humano.
Quando chegamos ao asilo recebemos uma descarga de emoções logo no início. O lugar é do tamanho de uma escola, muitos quartos no qual cada um ficam quatro idosos. Como o nosso papel era ir ao asilo conversar, apoiar e distrair aqueles idosos, cumprimentei todos.
Lembro-me de quando me sentei ao lado de um idoso e perguntei:
- “Oi, você está bem?” E ele apenas me respondeu:
- ”Não filho, só estou aqui esperando a morte.”
Foi incrível como em cada quarto que visitávamos (Eu e a Renata) existiam estórias tão variadas... Pessoas que foram abandonadas pelos filhos, que perderam seus filhos em acidentes, pessoas portadoras de deficiências físicas e mentais.
Conversei com uma senhora que perdeu a filha e a neta em um acidente de carro, no qual ela ficou paraplégica, foi abandonada pelo marido e como último recurso se internou no asilo.
Foi com essas pessoas que percebi que os meus problemas são probleminhas e que minhas dificuldades, não são dificuldades comparadas às histórias de vida daquelas pessoas.
A partir dessa visita só posso dizer que devemos ter respeito com os mais velhos e devemos nos lembrar que podemos passar por algo semelhante um dia.
PENSE NISSO!
Por: Paulo Ricardo.
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